Quarta-feira, 21 de setembro, às 19h30, lançamento do livro “Para um léxico dos usos” de Stephen Wright e conversa com o autor.

Editado originalmente em inglês, este léxico foi usado em diferentes ocasiões e projetos, como o Museu de Arte Util, e agora ganha versão bilíngue português e inglês graças ao esmero da tradutora e teórica Julia Ruiz Di Giovanni.

 

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Stephen Wright, teórico e curador, é professor de teoria da arte na European School of Visual Arts. Sua obra põe em foco a política dos usos dentro e fora do campo da arte.

 

Atento à utilidade das palavras, Stephen Wright constrói seu léxico a partir de três movimentos: termos a serem abandonados ? (como autoria , expertise , ready-mades assistidos ); modos de usar ♦? (como hackeamento , indolência , fazer a xepa ); conceitos emergentes ? (como excedente cognitivo , ready-mades recíprocos , profanação ). Em cada entrada o leitor encontrará caminhos trilhados sobre a filosofia, a história da arte e a experiência cotidiana. Além de uma rica história não linear dos termos, o léxico de Wright trata – à diferença da maioria das produções contemporâneas sobre o mundo da arte – de otimismo: “Muitos praticantes da arte, recusando-se a perseguir sua função estética, estão redefinindo seu compromisso com ela, considerando-a menos em termos de autoria e mais enquanto usuários das competências artísticas, insistindo em que a arte crie valores de uso mais potentes e possa incidir no real com mais contundência”.

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